Foto: Gabriela Biló /Folhapress |
Os advogados de Débora Rodrigues solicitaram sua liberdade provisória, porém, o procurador-geral Paulo Gonet defendeu que a prisão domiciliar seria a alternativa mais adequada. Ele ressaltou que a Polícia Federal já finalizou as investigações e que o julgamento, que pode levar à sua condenação, está suspenso sem data definida para retomada. A decisão levou em conta a proteção à maternidade e à infância, priorizando o bem-estar do menor envolvido.
Débora Rodrigues responde a diversas acusações, entre elas tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado, deterioração de patrimônio protegido e associação criminosa armada. Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino sugeriram uma pena total de 14 anos de prisão. Além disso, propuseram que ela arque com uma multa de cerca de R$ 50 mil e, juntamente com outros condenados, pague R$ 30 milhões em indenização por danos morais coletivos.
O julgamento de Débora Rodrigues foi suspenso após o ministro Luiz Fux solicitar mais tempo para análise. Fux manifestou discordância quanto à duração da pena sugerida por Alexandre de Moraes e Flávio Dino. O processo será retomado com seu voto, seguido pelos ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. A interrupção demonstra a complexidade do caso e a importância de uma avaliação detalhada das penalidades propostas.
O ministro Luiz Fux pediu mais tempo para analisar o caso, sinalizando que pretende revisar a duração da pena sugerida pelo relator, Alexandre de Moraes.
Depois que o ministro Luiz Fux concluir sua análise, o julgamento seguirá com os votos de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.