Fux Desafia Moraes e Diz Que Delação de Mauro Cid Não Tem Valor

Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

Na tarde de sexta-feira, 28, em Brasília, a delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, enfrentou seu primeiro grande obstáculo.

O ministro Alexandre de Moraes, conhecido por sua atuação abrangente no Supremo Tribunal Federal, arquivou a investigação sobre fraudes nos cartões de vacinação contra a Covid-19, atendendo a um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Para Paulo Gonet, a acusação do tenente-coronel contra o ex-presidente se baseava exclusivamente no depoimento de Mauro Cid, sem o respaldo de documentos ou outras evidências concretas.

Essa declaração, partindo do próprio autor da acusação, é significativa — especialmente na semana em que Bolsonaro se tornou réu no caso da suposta trama golpista, o que foi considerado por juristas a admissão de que tudo não passou de mais uma acusação em forma de perseguição política.

A atitude de Gonet e Moraes logo lembrou a frase do ministro Luiz Fux. Durante a aceitação da denúncia, o ministro afirmou que “nove delações representam nenhuma delação”, se referindo a Mauro Cid.

“Vejo com muita reserva nove colaborações de um mesmo colaborador, a cada hora [adicionando] novidades”. O sinal de alerta já foi acionado.

O posicionamento de Luiz Fux, somado às decisões de Paulo Gonet e Alexandre de Moraes, pode sinalizar um desfecho semelhante no julgamento sobre a tentativa de golpe. Esse cenário fortalece os argumentos da defesa, que denuncia a falta de acesso integral ao processo, incluindo trechos da delação de Mauro Cid. Além disso, Bolsonaro já foi alvo de diversas investigações ao longo de seu mandato, sem que qualquer irregularidade tenha sido comprovada contra ele. 

Redação

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